Rica e famosa, o que mais uma pessoa poderia precisar para ter toda a felicidade do mundo? Bom, vão faltar as coisas que o dinheiro compra, certo? Comprar tudo aquilo que trás muito prazer. Drogas pesadas e muita bebida alcoólica. Outros escolhem muito sexo e rock n roll. Não importa, a fórmula é a mesma: dinheiro + fama + prazeres. Pronto, com este kit podemos garantir nossa paz de espírito vivendo uma vida feliz e equilibrada, não é mesmo?
Sim, claro.
Por que diabos as pessoas continuam apostando suas fichas em algo que está mais do que na cara que não dá certo? As mídias de massa, cinema e publicidade continuam vendendo esta filosofia materialista tola de que o hedonismo é tudo que precisamos para ter um boa vida.
A mídia projeta pessoas à fama e fortuna ao mesmo tempo que as usa como modelo de vida para milhões de pessoas.
O herói - ou heroína - decepciona a todos vivendo uma vida que o leva a completa autodestruição.
Amy já devia estar morta muito antes antes de ter morrido. Isto não é exceção, é praticamente a regra. A infelicidade de muitos famosos não chega a mídia por não ser algo dramático ao extremo mas está presente claramente para aqueles que os conhecem mais intimamente. Pessoas ricas por fora, mas com vidas vazias.
A mídia boboca ainda apresenta "outros famosos que morreram aos 27 anos" como se o curioso da coisa fosse algum tipo de a-cabala-da-tragédia-dos-famosos e não a verdade nua e crua de que estão ensinando a todos o caminho da destruição física e mental?
As pessoas não sabem mais somar 1 + 1. É tão fácil ver que as coisas não se encaixam! A aposta está errada e pronto! Vamos encarar os fatos e procurar em outro caminho.
"Felicidade", só passou a significar a busca por sentimentos prazerosos em épocas recentes. Não tem nem 100 anos. Praticamente todos os grandes mestres do história ensinaram outra coisa completamente diferente: Viva para algo maior do que você mesmo. Esqueça de você e pense em algo melhor - cá entre nós há muita coisa no mundo mais interessante do que eu e você, não é mesmo?
Quando vamos voltar a dar ouvidos a Moisés, Platão, Aristóteles, Salomão, Davi, Paulo e.... Jesus, o Cristo?
Quando vamos aprender que "felicidade" é o resultado de uma vida virtuosa com caráter e sabedoria?
Se souber inglês segue uma excelente apresentação do filósofo J.P. Moreland.
Não há novidade alguma no fato dos revolucionários comunas não aceitarem a determinação de suspensão do Kit Gay pela presidente Dilma. Na verdade é evidente que ela mesma não foi sincera em suas motivações. Que moral pode ter uma guerrilheira, assaltante e sequestradora que aprovou, como um raio, o PNDH-3 quando era ministra da casa civil do Lula?
Eles não vão desistir. Este militantes gays são movidos por ódio anti-religioso (se duvidar assista isto), desejo de que suas paixões e escolhas comportamentais sejam aplaudidas como lindas e sacrossantas e vão fazer de tudo para destruir as bases da moral e da família tradicional.
Não se pode referir a essa gente de maneira respeitosa. Quando abrirem a boca o desmascaramento ter que ser impiedoso e avassalador.
Terminei hoje a leitura de meu segundo livro de G.K. Chesterton. O primeiro foi 'Ortodoxia' onde ele fez uma defesa da fé cristã e analisou criticamente várias filosofias ateístas.
'O Homem Eterno' é igualmente fascinante. Gostei mais do que 'Ortodoxia' que é tido por muitos como o número um dele. O livro está dividido em duas partes 'Da Criatura Chamada Homem' e 'Do Homem Chamado Cristo'
Na primeira parte ele faz uma analise crítica da surgimento do ser humano e da Teoria Darwinista. Ele aborda a imaginação fértil dos antropólogos, que inferem mais do que podem sobre o homem pré-histórico, analisa as primeiras civilizações, descompara as tentativas bobocas dos "estudiosos" de "religião comparada", entre outros.
De forma eloquente e muito sensata ela desconstrói o mito evolutivo apontando um fato mais do que óbvio mas negligenciado por muitos: O homem não é um ser "natural". Qualquer pessoa sensata e isenta de paixões sobre o assunto pode perceber isto com facilidade. Um observador externo que acompanhasse os passos da evolução até o macaco não teria previsto o Homo Sapiens, como próximo passo evolutivo, nem em seus sonhos mais delirantes. Não há qualquer traço, nos outros animais, daquelas coisas que nos fazem humanos como racionalidade, arte, filosofia, ciência e religião.
Na segunda parte, numa análise igualmente crítica e inteligente, Chesterton desconstrói as tentativas de explicar naturalmente a origem e a preservação do Cristianismo até os dias de hoje. Num paralelo com a primeira parte ele mostra que observando o que ocorreu nos séculos I e anteriores à fé cristã, o conteúdo dos documentos do Novo Testamento e a própria figura de Cristo seriam a última coisa que poderiam surgir de forma natural.
Como exemplo uma breve citação:
...quando Maomé estabeleceu seu compromisso polígamo, o compromisso foi condicionado por uma sociedade polígama. Quando permitiu que um homem tivesse quatro mulheres ele estava de fato fazendo algo adequado às circunstâncias, algo que em outras circunstâncias poderia ser menos adequado... Mas Cristo em sua visão de casamento não sugere de modo algum as condições da Palestina do século I. Não sugere absolutamente nada, a não ser a visão sacramental do casamento tal qual a desenvolveu muito tempo depois a Igreja Católica. Era uma visão tão difícil para o povo daquela época como é para o povo de hoje.
Ajuntando todos os pedaços que não se encaixam numa religião "natural", não há como explicar a origem da fé cristã sem admitir um evento histórico, real e sobrenatural: A ressurreição de Cristo.
Nas palavras dele:
O Cristo meramente humano é uma figura construída, uma obra de ficção artificial, exatamente como o homem meramente evolucionário.
Chesterton escreve de maneira encantadora e possui uma mente afiada e sintonizada para captar sutilezas que passam desapercebidas pela maioria de nós. Sua capacidade de sumarizar de maneira elegante, em uma frase, os problemas das críticas a fé cristã e da defesa das visões de mundo materialistas torna sua obra uma obrigatoriedade para todo cristão pensante.
Primeiramente parabéns pelo Blog. Não sou cristão, mas admiro qualidades cristãs. Porém pra mim a Bíblia, por mais inspiradora que seja, não condiz com evidências da ciência, com a arqueologia ou astronomia. Pra você a bíblia deve ser lida literalmente?
André Resende
Resposta:
Em primeiro lugar agradeço pelos elogios e pela forma clara e respeitosa como você colocou sua objeção. Para mim é sempre um prazer responder a perguntas feitas assim.
Sua questão é muito boa e toca num ponto, que para muitos, é fundamental, a doutrina da inerrância bíblica. O raciocínio normalmente é assim: Deus sendo perfeito deve inspirar uma palavra perfeita logo se a Bíblia contém erros então o Deus revelado nela não existe.
A resposta a esta pergunta tem duas partes. Uma seria identificar o impacto real caso a afirmação dos erros sejam verdadeiras e a outra a análise dos alegados erros.
Primeira Parte: Qual o impacto real?
Pode surpreender a muitos ateus ou não cristãos, mas o fato é que nem todo cristão é inerrantista, ou seja, crê na doutrina da completa inerrância bíblica. Eu mesmo sou agnóstico sobre ela. Não sei se ela contém erros. Até o momento eu desconheço qualquer erro comprovado.
O importante de se lembrar é que a Bíblia é um livro sobre a salvação humana e não um manual de ciências. O objetivo principal dela é descreve a condição decaída do coração humano com relação a Deus e o que Ele fez para consertar isto. Se Deus preferiu fazer isto usando pessoas de pouca instrução, com conhecimentos científicos precários, não vejo nada de lógica ou moralmente errado nisto se a mensagem essencial foi passada fielmente.
Mas se eu for convencido que ela contenha erros o que podemos inferir disto? Bom, depende do erro. Por exemplo, você citou astronomia. Há muito tempo existem debates exegéticos se a Bíblia afirma o geocentrismo ou não. Sem entrar no mérito desta discussão o que podemos concluir se ela de fato ensinar o geocentrismo? O que podemos concluir se os autores realmente achavam que a Terra era o centro físico e estático do sistema solar e do universo? A meu ver muito pouco. Podemos concluir apenas que eles achavam isto e pronto. Não segue disto que Jesus não era Filho de Deus e que não ressuscitou dos mortos, por exemplo. Toda a pesquisa sobre a confiabilidade histórica dos evangelhos e o Argumento da Ressurreição de Jesus continuam intactos. Por outro lado se um dia for provado que Jesus não morreu crucificado - um dos fatos mais bem atestados da antiguidade e uma afirmação central da fé cristã - aí sim poderemos descartar o cristianismo.
Segunda Parte: A Bíblia contém erros?
Infelizmente, André, você não mencionou exemplos específicos dos alegados erros. Você fez apenas afirmações genéricas citando a ciência, arqueologia e astronomia então eu não posso ter certeza do que você se refere exatamente.
Em termos científicos uma das objeções mais comuns seria quanto a idade do cosmos, da Terra e dos seres humanos. Mas é importante notar que em nenhum lugar a Bíblia afirma explicitamente uma idade para na disto. Há cristãos que seguem um linha de raciocínio e exegese para concluir que ela ensina que o universo e a Terra tem 6 mil anos e tudo foi criado em 6 dias normais de 24 horas. Porém isto é debatido há muito tempo, antes mesmo da teoria de Darwin. Nos escritos dos pais da igreja se encontrará variadas opiniões. Santo Agostinho, por exemplo, afirmou no século IV, que o termo "dias", de Gênesis 1, não precisa ser entendido literalmente nem que a criação ocorreu há apenas alguns milhares de anos.
Citei anteriormente um exemplo sobre astronomia, vou pegar agora a arqueologia. Já li um pouco sobre isto e até onde posso afirmar desconheço qualquer achado arqueológico que ponha uma dúvida séria em qualquer afirmação bíblica. É fato que não há registro arqueológico para muitos locais, pessoas e eventos relatados na Bíblia mas é preciso ter muito cuidado com este tipo de argumento da omissão. Pelo que sei arqueólogos não esperam encontrar ruínas e itens arqueológicos sobre tudo que ocorreu na antiguidade, principalmente quando o povo em questão foi vítima de conquistadores que muitas vezes promoveram grandes destruições. Mas ainda sim os achados arqueológicos corroboram o Novo Testamento incluindo locais que são mencionadas de passagem sem que tenham nenhuma relevância no texto. Por exemplo, no evangelho de João (Cap 5) é dito que Jesus curou um paralítico num local chamado Tanque de Betesda, que continha cinco alpendres. Por muito tempo esta história foi tida por alguns acadêmicos como pura invenção, até o dia que o tanque foi achado e não havia nele quatro nem seis alpendres e sim cinco. Claro que isto não prova que Jesus curou uma pessoa lá mas ajuda a apontar que os evangelhos foram escritos como gênero literário histórico e não mitológico ou simbólico, como afirmam alguns. Muitos personagens bíblicos já foram julgados inexistentes - como Herodes e Caifás - até que a arqueologia demonstrou que os críticos estavam errados e a Bíblia correta. Este são apenas alguns exemplos. Muitos outros existem.
Uma história muito interessante é do Sir William Mitchell Ramsay, um eminente arqueólogo cético, que ao tentar provar a falsidade histórica do livro de Atos dos Apóstolos finalizou sua jornada no sentido oposto convertendo-se ao cristianismo movido pela acurácia demonstrada por Lucas (Autor de Atos). Sobre a questão da Bíblia ser lida literalmente ou não é preciso compreender que ela não é um livro único escrito por um autor de uma vez só. Ela é uma coletânea de livros de vários autores, com vários estilos literários, escritos em vários contextos históricos ao longo de mais de 1500 anos e para vários públicos diferentes. Para um entendimento mais fiel ao texto é preciso uma exegese que leve tudo isto em conta. Há textos poéticos, profecias, provérbios, narrativas históricas entre outros gêneros. É preciso entender cada um em seu respectivo contexto. Para citar dois exemplos, quando os evangelhos narram que Jesus morreu e ressuscitou fisicamente dos mortos isto é uma descrição literal, por outro lado, o livro profético do Apocalipse é riquíssimo em imagens metafóricas e simbólicas e precisa ser compreendido desta maneira.
Finalizando eu gostaria de recomendar o excelente livro "Em Defesa de Cristo" (link) do jornalista e ex-ateu Lee Strobel. É uma coletânea de entrevistas com vários especialistas focados no Novo Testamento e inclui uma análise mais detalhada dos aspectos históricos e arqueológicos que mencionei.
Com relação aos aspectos astronômicos e científicos da Bíblia recomendo os trabalhos do astrofísico Dr Hugh Ross (link).
O pessoal do ateísmo militante adora os títulos autoproclamados.
Um que está presente em 100% de suas propagandas ideológicas é o de "livre pensadores".
Mas há uma diferença entre ser livre para pensar e estar livre DO ATO de pensar.
Eles afirmam a primeira mas frequentemente praticam a segunda, como neste caso.
Desta vez foram os grupos descritos nas logomarcas da imagem acima, o título reivindicado foi uma suposta superioridade em caridade ou no mínimo a tentativa de desvincular tais atos de bondade da religiosidade tradicional.
Bobagem, como sempre. Para isto precisaram deixar de lado os fatos e o pensamento racional.
Mais detalhes desta campanha difamatória contra religiosos você encontra neste link (em inglês) e em uma de suas versões tupiniquins aqui.
O bloqueiro Luciano Ayan de maneira rápida e perspicaz detonou mais esta safadeza elaborando a imagem abaixo. Confira o post completo aqui.
Eu gostaria de adicionar alguns comentários:
Desta vez os militantes ateus, livres-do-pensar, não só usaram a tática de confusão de misturar agnosticismo com ateísmo (Buffett e Gates NUNCA se declaram ateus e sim agnósticos) como passaram por cima de toda e qualquer pesquisa decente que demonstra claramente uma relação entre religiosidade tradicional e caridade.
Os teístas tradicionais não só doam substancialmente mais tempo e dinheiro para obras e instituições de caridade com o fazem também mesmo quando a instituição NÃO tem cunho religioso!
Para citar um exemplo estadunidense, a pesquisa realizada por Arthur C. Brooks e publicada no Instituto Hoover da Universidade de Stanford é simplesmente devastadora para o delírio do ateísmo militante atual.
Fica alguma dúvida sobre as diferenças entre seculares e religiosos nas inclinações para praticar a caridade mesmo quando os beneficiários são do grupo ideológico do próprio doador?
O vídeo acima é um trecho de uma apresentação feita pelo físico Dr. Neil deGrasse Tyson, em 2006, na conferência "Beyond Belief" (Além da Crença).
Na platéia podemos identificar pessoas como Richard Dawkins que parece agradar-se da mesma.
Isto, por si só, já nos dá uma boa indicação do baixo nível intelectual da coisa toda.
Não assisti a toda a apresentação, mas neste trecho o Dr Tyson parece estar tentado refutar cientificamente a teoria do D.I. (Design Inteligente) na Cosmologia e Biologia.
Neste post pretendo fazer uma análise crítica e refutação detalhada das objeções dele.
Escolhi este vídeo por sumarizar bem as objeções mais comuns.
Minha Análise
Em primeiro lugar gostaria de apontar o tom geral jocoso da apresentação.
Claro que isto, por si só, nada diz sobre a veracidade ou não das afirmações, mas não posso deixar desapercebido o fato quase universal de neoateus necessitarem deste tipo de floriamento retórico. Se os argumentos são de fato bons para que isto? É no mínimo curioso.
Falácia 1
Bom, a primeira falácia é a redefinição do termo "Inteligente" em "Design Inteligente".
Tyson entitula sua breve apresentação de "Design Estúpido". A proposta dele é demontrar que o "Designer" poderia ter feito as coisas melhores e, por tanto, não seria inteligente e sim estúpido, logo a teoria estaria refutada.
O problema aqui é tão simples de entender que torna um verdadeiro mistério o fato de muitos críticos de D.I. a levantarem. É questão de definição pura. É simplesmente saber O QUE É e O QUE NÃO É a teoria do D.I.
O termo "Inteligente" se refere apenas a afirmação de que certos aspectos do universo, ou da vida, só poderiam ter sido tragos a existência por uma inteligência e não por leis ou forças naturais cegas. Só isto, mais nada.
A teoria não defende, necessariamente, que o agente é "super inteligente", nem onipotente, nem onibenevolente. Em outras palavras, o agente não é, necessariamente, Deus, e sim uma inteligência.
Assim sendo, dizer que algo foi MAL projetado não refuta o fato de que este algo CONTINUA sendo o resultado de um projeto inteligente. Procurar supostas falhas de projeto faz tanto para refutar a teoria quando dizer que um carro cheio de falhas de projeto, como o velho Trabant da Alemanha Oriental, não poderia ter sido projetado por mentes inteligentes pelo fato de conter estas falhas. Non sense puro.
É verdade que a maioria dos proponentes da teoria do D.I. são teístas e pensam que o projetista é Deus, mas o fato é que vários outros não são. Há ateus e agnósticos como, por exemplo, o matemático David Berlinski e o biólogo evolucionista Richard Sternberg.
Bem, e daí? O que isto prova?
Ou prova que estes proponentes não-teístas do D.I. não entendem de fato a proposta, ou são os críticos dela, como Tyson, que não entendem.
Qual dos dois?
A teoria não diz (porque não tem como) a identidade nem os atributos morais e as capacidades do projetista. A teoria propõe apenas uma atividade inteligente como causa para um fenômeno ou característica do universo ou da vida.
Alguns críticos argumentam que o designer não poderia ser outro a não ser Deus.
Minha inclinação pessoal é também para esta idéia. Concordo que é dificil apresentar outra alternativa sem gerar uma regressão infinita de complexidade para explicar complexidade.
Mas aqui há uma grande confusão dos críticos.
A teoria pode ter, como me parece fato, IMPLICAÇÕES teológicas, mas ela, em si, não necessita de PREMISSAS teológicas.
Isto faz uma grande diferença se a questão for manter o naturalismo metodológico como requisito, para que uma proposta possa ser aceita como teoria científica, pois desta forma o D.I. não viola tal requisito.
Os motivos para esta confusão são de várias naturezas, mas vale apontar a existência de um programa quase sistemático de desinformação, seja nos meios acadêmicos norte americanos, seja na própria imprensa, para que nem mesmo se use a definição correta da teoria do D.I.
Quase tudo é sempre tratado em termos de religião e filiação política da maioria dos membros. A frase-engodo mais vista nas manchetes, blogs etc, de críticos, é "Os proponentes do D.I. dizem que a vida é tão complexa que só Deus pode tê-la criado".
Por Tyson ser físico este erro é simplesmente imperdoável. Logo de inicio ele lista uma série de aspectos do universo que são hostís a vida.
Ele aponta, por exemplo, que a maioria dos lugares do universo são proibitivos para vida por possuirem alta radiação ou serem frios demais.
E daí? Isto não muda o fato da sintonia fina das constantes e quantidades físicas existirem. Não altera o fato das condições necessárias para a vida (e em especial da vida inteligente) estarem pendendo sobre o fio de uma navalha.
A sintonia na fisica é simplesmente tão inacreditável que a melhor tentativa de objeção é a teoria dos multiversos - um número gigante (de preferência infinito) de universos, randomicamente surgidos, e que por pura sorte então iria aparecer um finamente sintonizado para vida.
Não vou aqui abordar a refutação a esta tese para não fugir ao assunto central que é a analise crítica a Tyson.
A proposta dele neste ponto foi a pior possível, pois ao invés de tentar uma alternativa ele tentou negar a sintonia!
Novamente aqui ele faz uma confusão entre objeção científica ao D.I. em si com uma objeção teológica as implicações da teoria.
Vamos continuar analizando esta falácia seguindo na linha teológica da objeção.
Podemos apontar uma premissa oculta no pensamento dele.
Ele parece supor ser fisicamente possível para Deus (1) criar entidades biológicas que sobrevivam bem EM QUALQUER ambiente ou (2) criar ambientes, que mesmo possuindo altos ou baixos níveis de radiação em pontos diferentes, não iriam influenciar a sobrevivência biológica humana.
O problema é que ele apenas afirma isto sem mostrar nenhuma justificativa ou linha de raciocínio para validá-lo. Tudo que eles faz e dar um depoimento pessoal dizendo: "Eu não chamaria isto de Éden". Ele, então, está nos informando apenas sobre algo subjetivo da psicologia dele e nada mais.
Esta frase é também uma falácia do espantalho. Ao mencionar Éden ele faz uma referência a Bíblia, mas será que ele não leu que desde a queda de Adão nós fomos expulsos do Éden?
Em outras palavras, ao contrário do que pensa Tyson, a hostilidade da natureza é algo totalmente compatível com as doutrinas bíblicas.
Se Tyson faz apenas suposições aqui, de outro lado temos C.S. Lewis, em seu clássico "O Problema da Sofrimento", apontando para algo que parece ser uma realidade inevitável:
"De novo, se a matéria tem uma natureza fixa e obedece a leis constantes, nem todosos estados da mesma serão igualmente agradáveis aos desejos de uma determinada alma,nem serão todos igualmente benéficos para esse agregado particular de matéria que vocêchama de corpo. Se o fogo dá conforto a esse corpo de uma certa distância, ele irádestruí- lo quando a distância for encurtada. Assim, mesmo num mundo perfeito, vemos anecessidade para esses sinais de perigo que as fibras sensíveis de nossos nervos destinam-se a transmitir."
Outros pontos mencionados por Tyson são, a previsão da colisão de nossa galáxia com Andrômeda, da Terra com supernovas e a morte fria do universo, em alguns bilhões de anos.
Estes ítens também são altamente problemáticos. Podemos apontar pelo menos dois problemas:
(1) Por uma perspectiva científica, o tempo de duração de algo é irrelevante para dizer se ele foi projetado ou não. Todas as criações humanas são temporais e decaem com o tempo. Isto quer dizer que elas não foram projetadas?
(2) Por uma perspectiva teológica ou filosófica a premissa de que o universo é governado por leis imutáveis impessoais, ou que ele funciona exclusivamente por meio destas leis, sem a existência de um projetista, é uma premissa ateísta e não teísta. Logo esta objeção se torna um raciocínio circular, pois já parte da idéia de quem não existe um projetista divino para concluir que não haverá intervenção.
Falácia 3 Desastres Naturais
Dando sequência Tyson aponta para tsunamis, vulcões, tornados etc como "exemplos de algo benevolente não está por aí."
Aqui temos também várias coisas a observar que demolem este tipo de argumento.
Primeiro é o reconhecimento de que várias ( senão todas ) das chamadas "catastrofes naturais" são coisas ABSOLUTAMENTE ESSENCIAIS para a existência da vida biológica. Pode parecer um paradoxo, como pode algo que mata pessoas ser também essencial para vida?
Simples, vulcões, por exemplo, reciclam minerais necessários a vida. Sem eles recursos naturais essenciais seriam rapidamente consumidos na superficie do globo sem qualquer reciclagem de camadas inferiores.
Terremotos ocorrem porque a crosta terrestres está acentada sobre um núcleo de magma. Substitua este núcleo líquido por algo sólido e mais firme para evitá-los e descobriremos que, por outro lado, perdemos o escudo eletromagnético que nos protege da gama de raios solares nocivos.
Diminua a emissão de energia solar para eliminar estes raios e veremos que a vida não é mais possível. E assim sucessivamente.
Várias pesquisas recentes demonstram que a sintonia fina do universo vai muito além das quantidades e constantes da física e estão presentes também em escala maior.Neste ponto recomendo o excelente documentário "The Privileged Planet"
Em segundo lugar Tyson parece não se lembrar, ou talvez nem saiba, que segundo a teologia cristã o objetivo de Deus não é criar um ambiente agradável para nós como se fossemos Seus bichinhos de estimação, mas, sim, fazer Sua presença em nossas vidas algo real e constante. Nos preparar para uma vida eterna, esta, sim, agradável e feliz.
E o que isto tem a ver? Tem a ver que não é nada claro que a redução ou inexistência de sofrimento seja um elemento útil para este fim. Na verdade podemos ver claramente que é o oposto que ocorre. É muito mais frequente ver a dor e o sofrimento aproximando as pessoas de Deus do que a sombra e água fresca.
Não é nada difícil verificar que a maioria das pessoas só busca o auxilio sobrenatural quando a coisa está preta. Não nos lembramos realmente e profundamente de Deus, a não ser raramente, quando vai tudo de vento em popa.
Citando novamente C.S. Lewis
"Deus sussurra em nossos ouvidos por meio de nosso prazer, fala-nos mediante nossa consciência, mas clama em alta voz por intermédio de nossa dor; este é seu megafone para despertar o homem surdo."
A teologia cristã tem recursos que tornam a existência do sofrimento humano algo totalmente esperado.
Faz parte da condição decaída do homem que a busca por seu Criador ocorra primariamente sob a dor e o sofrimento. Eles nos fazem lembrar de quão impotentes somos para cuidarmos, de fato, de nossas vidas, num sentindo mais essencial, profundo e verdadeiro.
Em terceiro lugar este argumento do "eu faria melhor" mostra sempre uma grande ausência de humildade. Afinal, porque pensar que sequer estamos em posição de fazer esta análise?Não somos oniscientes, nem onibenevolentes.
Mesmo que tivessemos sempre o conhecimento do que é melhor para a humanidade, não sabemos das implicações profundas e os resultados das coisas numa escala larga de tempo, nem em amplitude global.
Temos no máximo uma visão mais ou menos acurada num contexto muito restrito. Podemos observar e conhecer apenas o que está a nossa volta.
Como medir se um tsunami, que mata milhares de pessoas, foi algo realmente ruim para a humanidade? Quais as consequências científicas, humanitárias a curto e longo prazo disto? Algumas delas podemos ver imediatamente, mas outras não.
Os beneficios podem aparecer somente décadas ou séculos depois, inclusive numa cadeia de causa e efeito que se estenda até outro país, que nem poderíamos imaginar estar conectado a mecionada tragédia.
Um último ponto aqui, também referente a teologia cristã. Morte não é punição e sim promoção. Morte é um ato de misericórdia para com alguns e julgamento de Deus para com outros.
Deus pode chamar de volta para casa Seus filhos já convertidos, ou pode prover a salvação no além túmulo, para aqueles que podem estar prestes a atingir uma rebeldia incurável aqui nesta vida.
Também em Sua soberania Deus decide o momento de julgar os rebeldes incuráveis.
Mostrei aqui maneira de explicar a não contradição entre a existência de Deus e o sofrimento, mas a verdade é que eu nem precisaria. O ônus da prova é de quem afirma haver esta contradição. É o ateu que tem que provar que Deus e o sofrimento são coisa logicamente contraditórias e não o teísta que precisa provar que não são. (Veja este post)
Enfim, a teologia cristã tem amplos recursos para lidar com o chamado "Problema do Sofrimento".
Falácia 4 Ineficiência Divina
Duas ou trêz vezes durante a apresentação Tyson reclama do tempo longo e desperdício de recursos para criar o universo e a vida.
Esta objeção é também facilmente respondida.
Eficiência é um termo de economia, sendo importante apenas quando se tem tempo ou recursos limitados, como em uma empresa.Mas é muito dificil imaginar porque isto seria um problema para um Ser que não possui nenhuma das duas limitações sendo eterno e onipotente.
Se Deus resolveu gastar bilhões de anos e de espécies para chegar até o ser humano não há problema algum.
Falácia 5 Falhas de Projeto no Corpo Humano
Esta é a parte que, particularmente, acho mais divertida. Um exemplo típico de que neoateu não aprende com os próprios erros.
Para início de conversa qualquer afirmação de que um orgão está projetado com falhas já é, em sí, uma falácia ad ignorantium. É dizer "Não vemos o motivo de Deus ter projetado assim então não há nenhum motivo, logo não foi Deus".
Mas sobre não aprender com os erros, uma breve pesquisa nos revela a quantidade de orgãos ou elementos que já se afirmou não terem função, ou estarem mal projetado, mas que no fim, demonstrou-se o oposto.
Cito alguns exemplos:
a) O apêndice: Já foi dito ser um órgão sem função e um exemplo de evolução cega. Mas em 2009 descobriu-se que ele faz parte do sistema imunológico.
b) DNA Lixo: Já foi dito haver regiões do DNA que não tem qualquer função. Hoje, quanto mais se pesquisa, mais funções são descobertas.
c) Design errado do Olho: Já se disse que a posição da retina é muito ruim. Os raios luminosos precisam atravessar várias camadas de células até chegar nela. Foi demonstrado que é justamente esta camada que protege a retina, filtrando raios UV, que nos tornariam cegos em pouco tempo. Além de muitas outras desvantagens.
Frente a isto podemos concluir que é uma atitude muito mais científica, e humilde, simplesmente dizer que ainda não se sabe o motivo de um orgão ser como é, mas que no futuro acharemos a resposta.
Conclusão
Tyson não apresenta absolutamente nada de novo.São as mesmas objeções fracas e facilmente refutáveis que se encontra na literatura barata de Richard Dawkins e outros promotores do ódio ao D.I. e a quem quer fazer ciência séria.
Quando o ateísmo precisa de palhaços com Tyson e ignorantes arrogantes como Dawkins e CIA é que podemos ver em que situação deplorável estão as visões de mundo que não podem suportar nem a idéia de que o mundo seja resultado de projeto.
Será que é porque isto levaria, quase que imediatamente, a perguntas ainda mais apavorantes para estas pessoas?. O projetista é Deus? Se sim o que vou fazer?
Uma objeção muito comum quando se apresenta provas ou evidências para eventos milagrosos, como a Ressurreição de Jesus, é que por ser um evento fantástico ou extraordinário iria requerer uma quantidade massiva ou de qualidade muito elevada de evidências.
Este tipo de objeção remonta ao filósofo David Hume e é repetido hoje por vários ateus e agnósticos como Christopher Hitchens e Bart Ehrman.
No vídeo abaixo o filósofo William Lane Craig menciona os primeiros teóricos da probabilidade que encontraram a falha mortal no argumento de Hume.
O Dr Craig dá também uma breve explicação do motivo da rejeição ao chamado "Argumento Contra Milagres".